“O preconceito linguístico – o que é e como se faz”

"Diz-se que o 'brasileiro não sabem o português' e que Português é muito difícil'. Estes são alguns dos mitos que compõe um preconceito muito presente na cultura brasileira: Tudo por causa da confusão que se faz entre língua e gramática normativa (que não é a língua, mas só uma descrição parcial dela). Separe uma coisa da outra com este livro, que é um achado.O linguísta Marcos Bagno tem como proposta desmistificar várias ideias associadas à língua e ensino que se traduzem na realidade, nas formas de exclusão social não somente na escola, também na vida. Segundo o autor, há uma grande diferença entre o português que se ensina e como o idioma é utilizado no cotidiano pelo seus falantes.

“Existe uma regra de ouro da linguística que diz: ‘só existe língua se houver seres humanos que a falem’. E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano ‘é um animal político’. usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos a conclusão de que ‘tratar da língua é tratar de um tema político“, já que também é tratar de seres humanos(…) temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em considerações as pessoas vivas que a falam.”

Marcos Bagno.

É uma obra que desperta interesse, que procura acenar para o constante sentimentos negativos que nos abrasa ao ouvirmos pronúncias deferentes daquela que julgamos corretas. Pode-se considerar um resgate à cidadania por aqueles que possuem situação desfavorável no que tange a obtenção de conhecimentos. Se alguém nunca pensou nesse assunto, é muito importante que procurem conhecê-la; permita-se ler, é muito importante buscar embasamentos para estudos e  na expansão de conhecimentos.

 

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