LETRAS E MELODIAS & A ARTE DA HARMONIA

LETRAS E MELODIAS & A ARTE DA HARMONIA


Há alguma relação entre música e literatura? Para escritores, como eu, muitas vezes a música é combustível de nossas narrativas. Quem seria eu sem minhas músicas favoritas no momento de me inspirar, ou sem as diversas playlists de trilhas cinematográficas ou ambientações de gênero.

Enquanto meus dedos deslizam pelo teclado, sempre há uma trilha me guiando. Realmente, não preciso dela, contudo, com fones de ouvido, isolado do mundo, eu vivo a história, respiro o ar dos meus mundos, sinto frio, calor, os cheiros, consigo ouvir e ver. É como conceber algo imaterial, numa página branca. O combustível de imersão é, muitas vezes, a músicas.

Aqui faço uma distinção entre escrever e reescrever.   

Quando estou escrevendo o primeiro rascunho de algo, costumo usar uma playlist que me submerja no clima da história. Serve como ambientação. Um trilha épica para uma fantasia, uma de Sci-fy para ficção científica… Muitas vezes, o ritmo da música define o da história, e vice-versa. Sem dúvidas, me ajuda.

Na reescrita, visto que necessito de mais concentração para pensar como transformar a história que desejo contar em literatura, costumo usar uma playlist específica. Dessa forma, consigo ficar bem à vontade, conceber a melhor estética para encaixar com as melhores palavras.

De modo geral, na hora de escrever a música é combinada com o gênero, clima e tipo de história, ao reescrever é muito mais uma questão ritualística, como a água ao lado do computador, serve para me concentrar.

Mas há também, uma terceira implicação da música na literatura, que se envolve menos com a produção, e mais com o consumo.

Como usar as músicas como benefício para sua história. Já li alguns livros que o fazem, em especial para ambientar um cenário ou aprofundar um personagens. Muitas vezes, a letra da música, significa muito do subjetivo na ficção. Como, por exemplo, num dos meus filmes favoritos, Donnie Darko, quando Mad World de Gary Jules, exemplifica o discurso intrínseco no silêncio do protagonista.

No entanto, numa produção audiovisual é mais fácil. Na literatura, sendo uma mídia imaginativa outras implicações podem dificultar no uso.

A letra em itálico no meio do texto pode quebrar o ritmo, porém, se bem usado, pode pegar o leitor pelo cangote e jogar naquela história. Aliado a uma boa prosa, a melodia pode desde dar sentido a frases ambíguas, como indicar algo da narrativa ou expor a psique de um personagem.

Na minha experiência, uso muito ao escrever e reescrever, do modo como descrevi acima. Porém não há regras quanto a isso. Na verdade, não há regras na arte (mais isso será um texto futuro…). Quanto a usar como ferramenta narrativa, ainda não fiz, porém, é uma técnica que me chama a atenção e espero fazer em breve. Só preciso da história e da música certa.


Então, façam suas playlists ou compartilhem nos comentários se já tiverem. 

Deixo abaixo a playlist que costumo usar quando eu escrevo:

Espero que escutem e gostem, além de que comentem e compartilhem esse post.

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