O Mito da Inspiração

LETRAS E MELODIAS & A ARTE DA HARMONIA (1)

A musa deita-se ao seu lado, respira no seu pescoço. O cheiro adocicado, desperta algo dentro de você… É inspiração.


Não. Nem pensar. Brincadeira bicho. Inspiração para começar, como digo inicialmente, não passa de um mito criado para justificar a procrastinação. A questão é que muitos começam a acreditando numa falsa inspiração, no entanto quando se trata de escrever, de ser um profissional, isso não faz sentido.

É claro: todos temos bons momentos. Alguns, por exemplo, como o que tive hoje, fazem você ler suas próprias palavras e não acreditar em si mesmo. Logo surge uma necessidade de significar essa proeza é nomeada por “inspiração”.


Constatei, ao longo de três anos escrevendo, praticando cotidianamente na maioria do tempo, refletindo e aprendendo muito sobre, que a tal inspiração nada mais é que prática. Como diz o ditado “prática traz a perfeição”.

Não acredito na perfeição, contudo, tenho certeza de que todos evoluímos ao longo dos anos, principalmente quando fazemos algo que gostamos e, por consequência, fazemos sempre.


O ato de fazer e refazer diariamente torna-se, de alguma forma mágica, uma necessidade, para não descrever como vício. Num instante você está simplesmente conversando, noutro um estalo te traz a mente uma boa frase. Nos instantes seguintes, lá está você, escrevendo, colocando para fora os gritos da sua alma.

Vejamos então que a inspiração é um mito num ponto, porém de um ponto de vista, romântico, ainda acredito nela. Contraditório, eu concordo. Mas é bom pensar que após alguns dias sem escrever, um cena qualquer, uma conversa mal ouvida ou um banho demorado te motiva a superar a preguiça.

Às vezes me pego dois, três dias sem escrever, ao constatar isso, uma necessidade imensa de fazê-lo pulsa por todo meu corpo. Ao sentar na frente do computador, vislumbrar a página branca… O estomago revira, me levanto, desligo o computador e ouço um podcast, até esquecer da minha incapacidade de expressar meus sentimentos naquele momento.


Afinal, como sempre digo: não há regras na literatura. Mas há diretrizes, dicas, conceitos a serem seguidos. E traduzindo um deles eu digo “quanto mais um escritor escrever, mais sua prosa amadurecerá”. Por isso insisto em escrever, senão diariamente, ao menos sempre que puder. Após algum tempo, não é mais nenhum tipo de obrigação, como disse, e reforço, é só uma necessidade de praticar algo que faz parte do seu dia. Como a escrita deve fazer do dia de um escritor.


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WATTCAST – LITERATURA MACABRA 09

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